Naturalezas “salvajes” y gentes “infames”. Un “remedo del infierno” ubicado en la provincia de Cartagena (1700-1810)
DOI:
https://doi.org/10.18441/ind.v43i1.309-332Palavras-chave:
naturaleza tropical, reformismo borbónico, sociedades multiétnicas, autonomía cultural, provincia de Cartagena, siglos XVIII-XIXResumo
En este artículo se aborda la provincia de Cartagena (río Sinú y sus ecosistemas aledaños) del período tardo colonial desde una nueva óptica de indagación, centrada en el medio natural como un actor histórico concreto, que fue decisivo –para bien o para mal– para los reformadores borbónicos interesados en añadir a estos paisajes, recursos y a sus habitantes al curso de renovación del imperio español. Pero se explora, además, la desconocida capacidad de agencia frente a la naturaleza desarrollada por indígenas, esclavos, negros cimarrones y ‘libres’, en puntos como el conocimiento sobre sus alternativas alimenticias y utilitarias y la instauración de circuitos de intercambio de excedentes, que les permitieron crear alternativas de vida relativamente autónomas con las que jugaron creativamente para mantenerse independientes y, de forma simultánea, dentro de los márgenes del sistema colonial.
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