Tentativas de estabilização e crescimento por via da dívida externa: a economia brasileira de quatro décadas

  • Barbara Fritz
Palabras clave: Brasil, Economía, Siglos XX-XXI

Resumen

Dada a reestruturação do setor produtivo, que vem ocorrendo desde os anos noventa, a maximização do superávit comercial depende não somente de grandes esforços em aumentar as exportações, mas também, a curto prazo, da repressão das importações. Desta maneira, a estagnação da economia, produzida por uma política monetária muito restritiva, tornou-se necessária para a sobrevivência a esta crise da dívida. As perspectivas futuras, a partir desta ótica que considera o endividamento o estrangulamento central da economia, não podem ser otimistas. O que se pode esperar no máximo é uma continuação do processo de Stop-and-Go. Se a economia brasileira voltar a crescer – o que é muito provável para o ano de 2004 – o superávit externo vai se reduzir; e se esta redução não for acompanhada por um aumento das importações de capital, o crescimento terá que ser imediatamente freado outra vez por uma política monetária restritiva, quer dizer uma outra fase de Stop. E esta impossibilitará novamente que os investimentos internos sejam reativados, condição necessária para poder alcançar um crescimento sustentado, apoiado em um superávit comercial baseado, por sua vez, em competitividade externa, e não na repressão do mercado interno.
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