Extranjería y humor ritual entre los nahuas del siglo XVI
DOI:
https://doi.org/10.18441/ind.v42i2.227-240Palavras-chave:
humor ritual, extranjeros, antiguos nahuas, mexicas, México, siglo XVIResumo
Los antiguos nahuas, particularmente los mexicas, establecieron una relación conflictiva con los extranjeros, principalmente con los que hablaban una lengua diferente del náhuatl. La base del conflicto fue la contradicción y la amenaza que representaban sus
modelos culturales al propio modelo cultural nahua. Una de las formas de procesar la alteridad amenazante del extranjero fue incorporándolo a la esfera del humor ritual. Desde este contexto, los mexicas tuvieron la costumbre de parodiar su vestimenta, tratamiento corporal y forma de hablar, tanto en el contexto de las fiestas rituales como en los momentos de recreación del tlatoani, el gobernante, en los cuales era entretenido por bufones. La farsa que se hacía del forastero no se reducía a un mero acto lúdico, sino que cumplió una función pedagógica y moral al interior de la sociedad mexica, y nahua en general. Así, la desmedida
representación del ‘otro’ extranjero, que alcanzaba los límites de lo grotesco, activaba los códigos morales y del buen comportamiento nahuas mediante su desafío. Esto, a su vez, contribuía al fortalecimiento de la identidad étnica, que cerraba filas contra el extranjero de lengua no náhuatl.
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